Nãoexisteosónuncaexistiununcaexistiráosósóissosóaquilo.Nãominta,
nãodestruaosónãomastiguenãoinventenãodigaqueeleexiste.Nãoexiste
osó,nuncaexistiu,nuncaexistiráosó.

shhh.

Eu tenho síndrome de Amelie Poulain.

lá lá lá

lá lá lá lá lá...
Não há canção que transpareça... lá lá lá...
Não há canção que revele... lá lá...
Não há canção que diga... lá lá lá lá...
Não há canção de mate,
Não há canção que viva,
Não há canção que grite...
Lá lá lá lá...
Não há canção!

pensamentos inúteis #5412436

Nossas histórias são contadas por nós mesmos todos os dias.
Quando estamos juntos de quem amamos e quando estamos sozinhos.
Algumas pessoas aparecem na nossa vida e só depois de um tempo a gente percebe que elas são as pessoas da nossa vida.
Outras aparecem e de repente viram mais uma paixão.
Algumas são mais demoradas, outras não.
Quando a gente cresce e deixa pra trás a infância, nossa vida vira uma chatice.
Quando crescemos crianças é tudo tão mais colorido.
Certo dia andando pela cidade e pensando, como sempre faço, pensei em todas as pessoas da minha vida.
As que apareceram e só depois deram o ar de sua graça e as que vieram e de repente viraram as novas paixões.
Daí descobri que ambas têm a mesma importância, e que elas vão ser crianças comigo forever!

Não é um "Gatil"!

Minha casa atrai gatos. Pretos, pardos, pintados gatos.
- Não é um "gatil" - diz a irmã.
- Deixe-a, parece a Nini- diz o pai - Vou-me já dar-lhes ração.
-Já sei quem cultiva essa plantação - digo eu - Xô gatos!
Aqui não é um "gatil"!

A morte - por Policarpo Polidoro

A morte...
Transparente e incípida e
inodora, morte...
Colorida, doce e cheirosa ,
morte.
Escura, amarga e "odorenta" morte!
Queria eu morrer para sentir-te,
ver tuas cores, te testar e sentir se cheiro...
Sentir-te se possível.
Mas... e se já estiver morto?
E se quando morremos, vivemos?
Estou te sentindo agora?
Todos querem saber teus segredos... e você
não os diz, nem mesmo para aqueles
que convivem contigo.
Não és como eu, artista,
que grito minha vida mesmo que ninguém queria ouvir.
Que achas?
Lembras Maria? Daquela vez em que quase morri afogado?
Nada senti...
Será que o homem anda pensando por nada?
não... não!!!!
Nada senti porque quase morri, mas não cheguei lá.
Além do mais, naquela época,
não amava a morte como hoje Maria...
Se assim fosse, teira morrido.

Lembranças das eras

Ervas no seu jardim me lembram dos tempos antigos em que corria pelos campos esverdeados das terras de meu pai, que fabricava os jarros para suas plantas.
As ervas no seu jardim me lembram o lugar de onde vim, e de onde não deveria ter saído.
Oh! às vezes me pego chorando querendo voltar ao meu mundo... ao meu campo esverdeado...
Arrancas por favor, as ervas do teu jardim, para que eu morra sem novamente lembrar dos campos onde corria! Corria o rio e o servo, e as andorinhas voavam e cantavam...
Arrancas! Por favor! As ervas do teu jardim.
Nada pra dizer, vou passando calado...

Ferrugem.

Ela e extendia por todo o objeto de ferro, fragilizando-o até que ele não suportou mais. E virou pó.
Quando ela chegou o porta retrato era belo. Prateado expositor, guardado no baú com uma foto da senhorinha quando ainda tinha as feições de criança crescida.
Ela foi começando pelas exremidades, detalhadas que eram. Tomou conta de toda a parte interna e das flores desenhadas e logo chegou à foto.
A fotografia, que era a última lembrança de uma mocidade reclusa e submissa à vontade dos pais.
Ainda resta, na foto, um rosto meio sorridente, porém triste em suas expressões... Parece até uma Monalisa...
O guardarei na memória, oh retrato da Bisa, pois a ferruem... está já a levou para si.

Tédio.

Não me deixe acostumar com o tédio,
que ele me mata!
Não me prenda em miha cama,
não faça nada por mim,
a não ser que realmente queira.
Não me deixe acostumar com o tédio,
que eu me mato.

Chega

Passei uma semana fora da cidade grande...
foi ótimo...
mas tenho, urgentemente, que tomar um banho de cultura...
e vou começar pelo cinema!
Preciso ver O Leitor!