Sentia algo lindo e indescritível.
Não podia dizer.
O medo era maior que qualquer coisa.
Medo de perder o dia, de perder a linha, medo de perder alguém que mudara sua vida de uma forma inesperadamente bonita.
Entre os dias de solidão e de esperança, imaginava o amado. Entrando pela porta do quarto, sentando na cama, falando sobre o que fez no dia, perguntando pelo jantar. Levantava-se e começava a conversar com o ar. Havia cozinhado o macarrão. Passavam a noite falando sobre assuntos banais, entre beijos e abraços de ilusão.
Na hora de dormir, abraçava os próprios braços e dizia "boa noite".
Ali, escondido debaixo dos lençóis, o medo não existia mais.
Resurgia apenas quando o via em carne-viva.
Nenhum comentário:
Postar um comentário